segunda-feira, 10 de março de 2014

Segundo ideograma.



Nota de Yolaine Escande: reprodução de uma caligrafia cursiva, tirada do livro de Chiang Yee. Trata-se de um detalhe de uma caligrafia de Wang Zuolin, funcionário da dinastia dos Qing que se torna monge sob o nome de Hongyu e foi pintor e calígrafo.

Ideogramas sem evocação.

Caracteres variados a perder de vista.
A página que os contem: um vazio
lacerado.
Lacerado de múltiplas vidas indefinidas.




Houve entretanto uma época, onde os
signos eram já falantes, ou quase,
já alusivos, mostrando antes coisas,
corpos ou matérias, mostrando grupos,
conjuntos, expondo situações.




Houve uma época. Houve tantas ou-
tras. Sem buscar simplificar, nem encur-
tar, cada uma com a tarefa de desviar por
contra própria, se colocou, embaralhando
as pistas, a manipular os caracteres de
forma a afastá-los ainda de uma no-
va maneira de lisibilidade primitiva.

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