domingo, 13 de abril de 2014
Quarto ideograma.
Nota de Yolaine Escande: Exemplo de escritura dos selos sobre bronze proveniente do livro de Léon Wieger (p. 380). Trata-se de um fragmento de inscrição que data de em torno do século 16 a.C. Ele concerne as oferendas feitas aos espíritos dos ancestrais e às divindades para pedir sua proteção.
Primeiramente modificados com prudência, no nascente desrespeito e na alegria de ver que "funcionava", que ainda se entendia...
Levados pela entusiástica imprudência da pesquisa, os inventores - os de um segundo tempo - aprenderam a desvincular o signo de seu modelo - deformando hesitantemente, sem ousar ainda cortar completamente o que liga a forma ao ser, o cordão umbilical da aparência) e assim eles mesmos se desvincularam, tendo rejeitado o sagrado da primeira relação "escrita-objeto".
A religião na escritura regredia. A irreligião da escritura começava.
Desaparecidos, os caracteres "sentidos", inclinados sobre a realidade; desaparecidos do uso, da língua; não desaparecidos das pedras dos antigos túmulos e dos vasos de bronze das antigas dinastias, não desaparecidos dos ossos divinatórios.
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